quarta-feira, 27 de maio de 2015

Seinsano

         Na noite escura do dia vazio eu sonhei. Sonhei um sonho cheio de reviravoltas, quem me via de longe mais dizia que era aquilo pesadelo dos mais insanos. E era. Me revirei três vezes ao me encontrar acordada no meio da noite, era madrugada e eu não dormia, não havia como. Não havia. Dois desses dias de agonia de sangue, eu me vi reprimida numa atitude meio impensada, no uivo do vento e no sussurro das portas que rangiam, das falanges endurecidas dos dedos que um dia agarraram aqueles pedaços de passado. Outro notívago se aproximou, os corredores de estreitaram, o delírio se alterou e, olhando nos olhos da minha insanidade, acalmei. Afagando-me os cabelos, eu em teu seio adormeci.