Na noite escura do dia vazio eu sonhei. Sonhei um sonho cheio de reviravoltas, quem me via de longe mais dizia que era aquilo pesadelo dos mais insanos. E era. Me revirei três vezes ao me encontrar acordada no meio da noite, era madrugada e eu não dormia, não havia como. Não havia. Dois desses dias de agonia de sangue, eu me vi reprimida numa atitude meio impensada, no uivo do vento e no sussurro das portas que rangiam, das falanges endurecidas dos dedos que um dia agarraram aqueles pedaços de passado. Outro notívago se aproximou, os corredores de estreitaram, o delírio se alterou e, olhando nos olhos da minha insanidade, acalmei. Afagando-me os cabelos, eu em teu seio adormeci.