Quando as luzes de dentro se apagam é possível perceber todos os pontos de luz exteriores. Onde brilha, onde não brilha, onde é amarelo e onde a luz trêmula fica azulada. Mas o escuro do interior me amedronta no momento em que a minha visão turva me leva a ver coisas que eu não veria na luz. Não seria ao contrário? Não devia ser?
Quando a luz de dentro então se acende, meus olhos se tornam cegos para aquilo o que está além de mim. Raras luzes, alaranjadas, transpassam a película opaca de luz branca do interior. Pontos específicos com sentidos e significados específicos.
Nunca sei das horas em que elas se apagam, nem quando ou se o farão, mas aguardo enquanto fito o horizonte envolto em breu. Não vejo um palmo à minha frente. Não aqui dentro, lá fora. Aqui eu vejo, mas anseio por enxergar longe, anseio por ver aquilo o que a luz pálida encobre.
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