Desde que
aprendera a amar,
havia
abandonado por completo a infância,
junto com as
bonecas de cabelos desgrenhados,
encontrava-se
moça, quase mulher,
com as faces
afogueadas,
o coração
tomado de assalto sempre que ouvia
os passos
firmes se arrastando pela varanda,
o timbre de
suas gargalhadas era outro,
agora mais
doce,
o brilho de
seus olhos remetia a uma noite de lua cheia,
seu riso era
ainda mais constante.
O amor era
peça que lhe caia bem,
e se não o
visse, caia de cama,
adoecia,
ficava febril,
soturna,
doente de amor.
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