Eu ainda espero. Espero o dia em que vamos nos encontrar, e você vi
vir pra mim, vai sentar no meu colo, pegar nos meus cabelos, vai me beijar os
olhos, a boca, o nariz, o rosto inteiro e vai tirar minha camiseta enquanto me
olha nos olhos, então tiro sua blusa e
você apressada tenta arrancar minhas calças. Espero que eu caia de algum
lugar, de um jeito bem estranho e você caia por cima de mim e então vamos rir
de tudo. Eu espero o dia em que vou beber suas lágrimas de saudade de mim, de
tristeza por ter de partir de novo e eu vou te fazer qualquer piada inútil, mas
você vai rir. Eu espero o dia em que você vai brigar comigo, que irritada vá
gritar e eu vou reagir com o sangue fervendo, mas vou voltar para beijar-lhe o
ventre e dizer que não aguento ficar longe e que você fica ainda mais linda
brava, que pode me bater que eu não ligo, pode gritar que eu te calo a boca com
beijos violentos. Eu espero o dia em que você vá ficar doente, mas relaxa, eu
cuido de você, dou tudo de mim, faço você tomar aqueles remédios horríveis para
ficar boa logo, deito para ser seu travesseiro e te cubro para ser seu
cobertor. Eu espero o dia em que o nosso filho nos acorde no meio da madrugada
e eu vou ver o que é, pode ficar e dormir e acabo adormecendo com ele no meu
peito, você vê e acha lindo e me ama mais.
Eu ainda espero. (Marvolo Debram)
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