quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Diz-se

      Diz-se que ela está fadada a um fogo infernal, do qual não se tem controle, um fogo que é amor, paixão e tudo, que, quase literalmente, arde, pesa e sangra no peito, que revira o estômago. Diz-se de um amor profano, que é impuro, mas intenso e cheio de pureza, que é verdade que, de novo, arde. Que é dor que se rompe, que são dedos que se entrelaçam, que são colos que se unem, que são seios que se encontram. Diz-se o que há de dizer e diz-se o que diz o povo, que quase nada sabe e muito fala. Diz-se do amor que é pecado, que pecado é amor? Hediondo, crime hediondo. Isso não se faz, verdadeiro atentado às células, verdadeira fadiga. Novo ser não nasce, mas amor transcende e almas se juntam e morrem à espera uma da outra, são duas almas, são só almas e amor é fogo. Fogo que destrói, que faz renascer, que mata.


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