Ela caçava tudo com seus olhos ferinos de chacal faminto. Tinha a beleza
arrebatadora, quase divina, mas não dava a mínima para isso, o importante mesmo
era achar seu alvo. Procurava por nem sabe o que, mas vivia com as faces
vincadas e os olhos atentos, despia-se do medo que nem sabia que tinha. Andava
com passos felinos e quando menos se esperava, ela estava lá, quase sem ser
percebida, à procura de algo. Não descansava enquanto não encontrasse, não dava
o braço a torcer, não desistia de seu caminho. Dizia qualquer coisa desconexa e
que ninguém entenderia sua busca. E não entendiam mesmo. Dizia que era sua
missão, mas não acreditava nas estrelas, nem nos astros. Disse certo dia que
foi a Serpente que lhe incumbiu de tal missão. Mas quando fui perguntar que tal
Serpente era essa, ela já tinha sumido bem debaixo das minhas vistas.
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