quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Castelo de areia

    Era fim de maio quando ela me mostrou tudo o que tinha sentido e vivido nos últimos dois ou três meses. Ela copiava cada passo, guardava cada lembrança e à medida em que eu ia revirando os papéis, ia mergulhando dentro de tudo o que ela havia vivido – e escrito. Eu me via ali dentro em determinadas linhas, mas não teria paciência para relatar cada detalhe como ela fez, não tenho mesmo. Ali eu via uma história de amor se iniciar e definhar. Eu a vi construir tudo aquilo e vi desmoronar feito castelo de areia que não resiste à força do mar. A vi levantar e cair, mas ela levanta de novo.  





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